Pequenos agricultores baianos aprendem técnicas de aproveitamento integral de frutas e geram renda familiar
Publicado em: 26/10/2018

Após cinco meses de formação teórica e prática, pequenos agricultores do Perímetro Irrigado Barreiras Norte receberam, nesta quarta-feira (24), a certificação do Curso de Processamento de Alimentos. Os quase 60 produtores da agricultura familiar estão aptos a manusear os produtos e transformá-los em derivados saborosos e nutritivos que podem ser comercializados, gerando uma renda extra às famílias. O curso tem o objetivo de agregar valor à produção local, evitando o desperdício e transformando o descarte em fonte de alimento e de sustento.

As atividades foram realizadas no Complexo de Pesquisa e Processamento de Alimentos (Cozinha Industrial) na Fazenda Modelo Paulo Mizote, proporcionadas pela parceria entre o Instituto Aiba (Iaiba), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e a Fundação Banco do Brasil.

Na sala de aula ou no “laboratório culinário”, os alunos aprenderam a processar frutas e aproveitar cascas, polpas e até sementes. O que antes ia para o lixo agora se transforma em doces, biomassas e outras delícias, através das técnicas de aproveitamento integral dos alimentos.

Joilda dos Santos participou do curso e conta que os ensinamentos foram essenciais para ajudá-la a criar sua própria receita. “Hoje eu faço doces, bolos e brigadeiro à base da biomassa de banana. Com o curso eu pude aperfeiçoar a técnica e as adaptações nas receitas foram bem aceitas pelos meus clientes. O número de encomendas aumentou expressivamente e agora esta se tornou a minha principal atividade”, conta.

Para um dos idealizadores do projeto, o professor de nutrição da Ufob Marcos Vidal, o resultado foi bem satisfatório. “É muito gratificante saber que de alguma forma contribuímos para que esses produtores expandissem seus conhecimentos e sua forma de trabalhar. Agora eles podem comercializar a matéria-prima, no caso as frutas produzidas aqui, e também os derivados, ampliando a margem de lucro. Já sabemos que tem produtos feitos por eles que estão sendo comercializados no mercado local e até em outras regiões”, pontuou.


FONTES: Ascom Aiba / aiba.org.br



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